« Os dias em que nascem crianças | Entrada | o MEU plano nacional de leitura (2) »

junho 02, 2006

o MEU plano nacional de leitura

Todos os dias, antes de deitar, às vezes noutras alturas (a acrescer e não a substituir) leio uma história ao meu filho. Ou, mais precisamente: leio um livro (ou parte dele, quando é muito grande). Porque nem sempre é uma história: umas vezes sim, outras é um capítulo sobre transportes ou os homens pré-históricos - que ele adora as enciclopédias para os mais pequenos - ou o livro das escavadoras, o das lenga-lengas, o do alfabeto, ou o dos números, ou então contamos os macacos e os pássaros de cada página depois da história; o que fôr. Mas não falho a história. Posso estar doente, cansadíssima, sem a mais pequena paciência, pode ele estar podre de sono, pode ser muito tarde, pode já ter visto um video de bónus, mas não existe o 'isso é em vez da história'. Todos os dias e há alguns anos já, leio a história antes de deitar.

ELE PEDE SEMPRE. E se isto não é o bom caminho, então vou ali e já venho.

Publicado por cat às junho 2, 2006 02:53 PM

Comentários

é a mania que mais gosto da minha filha!
não começou assim muito muito cedo, mas começou e vou aproveitá-la!

Publicado por: pal às junho 2, 2006 04:01 PM

Quando eu era pequenina, a minha mãe tinha por costume, não LER mas sim contar com palavras dela, uma HISTÓRIA. O interessante (visto agora tantos anos depois) é que ela decidiu contar não o Capuchinho Vermelho ou o Gato das Botas, e sim pedaços da História de Portugal. Estilo "Era uma vez um Rei que casou com uma princesa inglesa e teve 5 filhos, todos eles especiais. Chamavam-se D. Duarte, D. Pedro, D. Henrique, ..." estás a ver? Tive uma mãe muito inteligente é claro, e de grande sensibilidade; creio que a História sempre foi uma área do saber que me interessou muito porque nunca "empinei datas" e tentava imaginar o fio que ligava essas histórias.
(acho que depois disto vou escrever um post no meu blog! lol)

Publicado por: Emiéle às junho 2, 2006 06:22 PM

Quando eu era pequenina, a minha mãe tinha por costume, não LER mas sim contar com palavras dela, uma HISTÓRIA. O interessante (visto agora tantos anos depois) é que ela decidiu contar não o Capuchinho Vermelho ou o Gato das Botas, e sim pedaços da História de Portugal. Estilo "Era uma vez um Rei que casou com uma princesa inglesa e teve 5 filhos, todos eles especiais. Chamavam-se D. Duarte, D. Pedro, D. Henrique, ..." estás a ver? Tive uma mãe muito inteligente é claro, e de grande sensibilidade; creio que a História sempre foi uma área do saber que me interessou muito porque nunca "empinei datas" e tentava imaginar o fio que ligava essas histórias.
(acho que depois disto vou escrever um post no meu blog! lol)

Publicado por: Emiéle às junho 2, 2006 06:23 PM

Ups! Apaga o 2º, s.f.f.

Publicado por: Emiéle às junho 2, 2006 06:24 PM

É um dos melhores momentos do dia de uma criança - já com sono, deitada na cama aconchegada, mas com algum receio de deslizar para o sono, para a vulnerabilidade. E então o pai ou a mãe, sentam-se ao seu lado, fazem-lhe de quando em quando uma festinha, que é como quem diz um upgrading afectivo, e contam uma história. Primeiro formal, "by the book", Daí a uns dias, torpedeada com as armas mais ousadas da imaginação. E cada um re-inventa as personagens e mistura e caldeia o enredo. Os monstros terríveis que se escondem no armário tornam-se seres domináveis de acordo com a nossa vontade. Podemos tranformá-los em fadas boas, apenas com um gesto de palavras. Ou os bons em maus. Voltamos à omnipotência dos 15 meses, mas dá-nos segurança para dormir.
E é bom. Pai, por que te ris? Nem sei, mas rio. E o riso do pai contagia gargalhadas nos filhos.
Vão cinco destas "experiências". Só porque sou demasiado racional não embarco em mais.
Abraços e leiam um poema extraordinário de Jorge Reis-Sá ("Poema ao filho"). Choro cada vez que o leio.
Mário Cordeiro

Publicado por: Mário Cordeiro às junho 20, 2006 12:10 AM

Comente




Recordar-me?